De aeromodelista a construtor do futuro

Aeromodelo

Olá!

Meu nome é Lucas Gouvêa.

Hoje sou diretor da Fastcon Construção Sustentável, uma empresa jovem como eu, que tem se dedicado ao setor da construção civil alternativa, mais precisamente, ao Steel Frame.

Bem, antes de mais nada, quero lhe contar um pouco da minha história, de como cheguei a ser um construtor de Steel Frame.

Sabemos que grandes mudanças não acontecem de uma hora para outra, então, como um menino da roça foi para a cidade estudar, e chegou a ser o diretor da Fastcon, pode ser uma história interessante para você.

Isso mesmo.

Nasci no campo e sempre gostei de montar – brinquedos, casinhas, qualquer coisa. Quando menino, fazia boizinhos de jiló com perna de graveto, casinhas de palito de picolé, móveis de caixa de fósforo e carrinhos de garrafa PET.

Mudei para Belo Horizonte aos 13 anos, completei os estudos e quando comecei a trabalhar, deslumbrei com os aeromodelos. Aprendi a construir meus próprios aviões, fiz vários modelos diferentes, fiz até aviões de bandejinha de frios que voavam a mais de 300 metros de distância. Era muita emoção!

Mas, voltando à Fastcon, tudo começou quando eu me casei e queria construir uma casa.

Já havia acompanhado de perto algumas obras, e não podia acreditar como não haveria uma solução mais prática do que a alvenaria. Tanta sujeira, tanto desperdício e tanta falta de previsão nos gastos, na compra de materiais. Isso pra não falar da demora e na multiplicação do prazo previsto, sendo que os “imprevistos” da obra não passavam de problemas do próprio sistema.

Eu havia chegado a ajudar amigos a reformar suas casas de alvenaria. Ajudei a quebrar paredes para passar a fiação, a encher caçambas de entulho (que, por sinal, eram os tijolos novinhos que tinham acabado de comprar, agora destruídos)…

Milhares de reais eram enterrados na fundação. Parecia que edificariam um prédio!

Se quisessem manter a ordem, era necessário lavar a varanda basicamente todos os dias, gastar aquela quantidade de água, sabendo que no dia seguinte tudo estaria sujo de novo…

Nessa época, eu ainda era estudante de Ensino Médio, e na escola fazíamos projetos sobre ecologia, sustentabilidade, etc. Tudo muito bonito, mas como seria possível aplicar aquelas lições em nossa vida de cidade grande?

Bem, poucos anos mais tarde, quando chegou a minha vez de construir, desejava fazer minha casa de forma mais planejada e sustentável.  Comecei a pesquisar novas soluções. Pesquisei de tudo: casas pré-fabricadas, telhado verde, tijolo ecológico, casa de madeira e por aí afora.

Tenho que completar que ao meu lado havia um cliente bem exigente, minha querida esposa Gisele que também não gostava da bagunça da alvenaria, mas que não confiava nesses métodos “inovadores” que comprometiam o conforto dos moradores no dia a dia.

Casa pré-fabricada fica muito quente, casa de madeira requer manutenção periódica, um simples telhado verde ou o tijolo ecológico não mudariam o transtorno da construção.

Queria reduzir ao máximo o tempo da obra, a sujeira e a mão de obra desqualificada. Por isso pensei de fazer a fundação convencional e apenas as paredes externas de alvenaria, com os fechamentos internos de drywall.

A descoberta

Como sempre gostei daqueles projetos de “Faça você mesmo”, decidi pesquisar como instalar o drywall, e eu mesmo faria a parte interna.

Foi aí que um dia, passeando pelos sites de construção, encontrei a revolução da minha história: a estrutura completa de aço, com o mesmo fechamento interno de drywall, porém livre de tijolos, cimento e bagunça – o Steel Frame.

Eu e minha esposa já tínhamos uma ideia do sistema em Wood Frame, o mais comum dos EUA, porém havia duas desvantagens cruciais nele: o risco de infestação por cupins em nosso país tropical, e o risco de incêndio.

A Gisele tinha passado um mês nos EUA, e nesse curto período, não sei se por coincidência ou não, três casas pegaram fogo e se queimaram de cima abaixo. Duas delas, as famílias saíram com a roupa do corpo e estavam recebendo doações de roupas e alimentos da comunidade. No mínimo assustador, não?

Mas fique calmo(a)! Já vou adiantar pra você que o Steel Frame é a solução usada nos EUA na construção de grandes lojas, hospitais, indústrias, aeroportos e, também, por pessoas de maior poder aquisitivo, justamente para se livrarem dos riscos mencionados.

Nós, no Brasil, temos uma vantagem. Produzimos aço e possuímos as maiores jazidas de minério de ferro, então, a estrutura galvanizada não é tão dispendiosa aqui, e tem sido usada quase que unicamente no lugar do Wood Frame (cuja estrutura é de madeira).

Assim, eliminamos o risco de incêndio, e a Gisele passou a apoiar a ideia.

Comecei a estudar sobre a estrutura de aço leve, o Light Steel Frame, ou LSF. Quanto mais eu lia, mais empolgado ficava. Nunca pensei que existisse uma solução desse tipo no Brasil! Comecei a descobrir que a maioria dos materiais já eram fabricados aqui, então o próximo passo era achar as empresas que construíssem com este sistema.

Eu digo sistema, porque o Steel Frame vai muito além de uma mera casa. É como se fosse um nicho ecológico, em que cada material foi devidamente escolhido para atuar em favor do conforto térmico, acústico, na proteção total contra raios, isenção do problema de incêndio, economia de água durante a obra e de energia com climatização.

Quanto mais você aprofundar sua pesquisa, mais entenderá como funciona essa relação.

A melhor decisão que poderia ter feito

Bem, estava decidido a usufruir do sistema. Com certeza a minha casa seria de Steel Frame.

Aí me deparei com a maior decepção: o preço cobrado pelas únicas empresas que encontrei em Belo Horizonte. Não vou citar nomes, mas uma delas claramente descartou meu projeto afirmando que só trabalhava com grandes pedidos, produção em série.

Outras duas aceitaram o projeto, mas cobravam um preço exorbitante, mais que o dobro do valor que eu gastaria na alvenaria.

Antes de pensar que meu sonho ia por água abaixo, brilhou a luz no fundo do túnel. Pouca concorrência, preços altos. E se eu abrisse uma construtora exclusivamente de Steel Frame?… Provavelmente o custo da obra em si não seria tão alto.

Na época eu cursava Edificações no CEFET (hoje estou cursando Engenharia Civil), então aprofundei minhas pesquisas sobre o método, os materiais, e comecei a comprar, aos poucos, os equipamentos necessários para a obra.

Participei de cursos, palestras, e até da construção de uma casa no curso da Mictech, no qual recebi grande inspiração. Obrigado Heloísa, Bone e Luana! Foi um começo inesquecível.

Então, chegou o momento mais esperado. Com muita coragem, construí minha própria casa, com ajuda da Gisele e de alguns amigos que decidiram passar o fim de semana de um jeito diferente, dando uma de construtor (pedreiro não, ok?)!

Foram 96 dias de trabalho até a mudança, mas gastamos um ano de calendário, porque eu trabalhava no meu ramo, e construía apenas nas horas vagas – sábados, feriados e algumas noites que eu contei como meio horário.

A casa pronta maravilhou os vizinhos, amigos e a família. Tornou-se o cartão-postal da empresa recém-criada: a Fastcon Construção Sustentável.

Nasce a Fastcon

Nosso showhome, como é chamada a casa, recebeu e ainda recebe várias visitas de pessoas interessadas no sistema, arquitetos, engenheiros, empreendedores e potenciais clientes.

Foi confiando no que viram nela que consegui meus primeiros clientes.

Enquanto planejava o negócio, meu alvo principal era oferecer uma obra em Steel Frame rápida, limpa, sustentável e com preço igual ou inferior ao da alvenaria. Sei que este é um fator de peso para os clientes, assim como foi para mim.

Melhorando a cada dia, a Fastcon Construção Sustentável tem crescido e se aprimorado, fornecendo mão de obra especializada com experiência internacional, matérias-primas da mais alta qualidade e, o mais importante de tudo, inspirando confiança a quem deseja realizar um dos mais importantes investimentos de sua vida: a construção da casa própria.

Atualmente a Fastcon já realizou várias obras em diferentes cidades. E está mais preparada do que nunca para receber a sua!

Contudo, diariamente enfrentamos um problema: o preconceito com este tipo de construção.

Mas, em resumo, preconceito é uma ideia sobre determinado assunto, que não se fundamenta em fatos concretos. Na nossa realidade, as pessoas dizem que o Steel Frame não é durável, é sem segurança, mas nem ao menos fizeram uma pesquisa sobre o tema.

E eu te digo: se fosse algo de qualidade inferior, a Gisele não aprovaria nunca! Depois de passar pela sabatina dela, acho que não sobrou nenhuma dúvida que eu não soubesse responder!

“E eu amo a casa. Gostaria que toda pessoa tivesse uma casa boa igual à minha.” (Fala da Gisele)

Foi por isso que criei este blog, para compartilhar minhas experiências com a construção sustentável, e ajudar você a entender o sistema e fazer a melhor escolha na hora de construir.

Não hesite em fazer perguntas, estarei mais que disposto a esclarecer qualquer dúvida que você tiver.

E estas perguntas podem ser feitas aqui mesmo, pelos comentários! (Ou se você preferir privacidade, utilize a página de Contatos).

Vamos começar?…

O que você achou do artigo? Já quer perguntar alguma coisa? Algo a acrescentar?

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